Relíquias da Mata atlântica
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Tubarão-Martelo-Panã

ÓLEO S/TELA​
90 x 80 cm, 2025​

Tubarão-martelo-panã
90 x 60 centímetros
óleo s/tela, 2025

A pintura retrata um grupo de quatro tubarões martelo-panã nadando em direção à superfície do mar. A perspectiva da pintura é subaquática, o que dá a impressão de que os animais estão nadando acima do espectador. No centro há um grande tubarão martelo-panã, e os outros três aparecem nadando ao fundo. O ventre dos animais é azul mais claro, o que os ajuda a se misturar na paisagem. há também ondulações na água, o que transmite uma sensação de serenidade. o fundo do mar é rochoso e tem tons de azul mais escuro, preto e cinza, o que contrasta com o degradê que vai do branco ao azul na superfície.
O tubarão martelo-panã é o maior entre os tubarões martelo e um dos maiores tubarões predadores do mundo. Ele pode passar de 6 metros de comprimento e pesar até 500 quilos. Sua cabeça é mais retangular do que a de outros tubarões martelo, e seus dentes são mais serrilhados e facilitam a rasgadura da carne de suas presas, que geralmente incluem peixes ósseos ou cartilaginosos.
Assim como outros tubarões, o tubarão-martelo-panã possui ampolas de Lorenzini, órgãos sensoriais altamente sensíveis a campos elétricos. Essas estruturas ajudam o animal a localizar presas, se defender e realizar migrações.
São animais vivíparos, e em algumas regiões, as fêmeas dão à luz à várias crias ao mesmo tempo, formando o que é conhecido como berçário.
Infelizmente, além da pesca predatória e do comércio de barbatanas, situações que colocam a espécie na classificação “criticamente em perigo” da IUCN, o grande tubarão martelo enfrenta uma ameaça adicional: à pesca esportiva. Nesse caso, os tubarões maiores, muitas vezes as fêmeas grávidas, são alvo de caçadores que buscam troféus.
A espécie é encontrada ao longo do planeta, em mares abertos tropicais e em águas costeiras mais quentes de mares temperados. ambiente e a cultura molda nossa existência. A pintura mostra um grupo de araucárias, árvores típicas da região sul do Brasil. Em primeiro plano, destaca-se uma araucária alta, com tronco longo e reto em tom marrom, que sustenta no topo uma copa arredondada formada por ramos horizontais e folhagem verde-escura. Ao fundo, aparecem outras araucárias menores, distribuídas entre áreas de vegetação densa em verde vibrante. O horizonte é composto por montanhas azuladas, parcialmente encobertas por nuvens brancas e macias. O céu é claro, em tons de azul suave, criando uma atmosfera serena e natural.
A araucária, também conhecida como “pinheiro do Paraná”, pode atingir impressionantes 50 metros de altura e medir até 8,5 metros de circunferência.
É apelidada de “fóssil vivo” porque os fósseis da espécie datam de aproximadamente 200 milhões de anos, do período Jurássico, quando coexistiam e serviam de alimento para os icônicos dinossauros gigantes.
Além de sua importância ambiental, a araucária possui grande valor social. O consumo de pinhão, a semente dessa árvore, remonta às primeiras populações indígenas do sul do Brasil, há pelo menos 4 mil anos, e até hoje faz parte da economia do país.
Infelizmente, mesmo tendo sobrevivido à extinção em massa, a araucária está atualmente classificada como “Criticamente em perigo” pela IUCN. Isso se deve ao desmatamento e à exploração indevida, e hoje restam apenas cerca de 4,3% da “Floresta com Araucária”, um ecossistema predominantemente formado por essas árvores, que faz parte da Mata Atlântica.
A araucária ocorre principalmente no sul do Brasil, no remanescente de Mata Atlântica conhecido como “Floresta com Araucária”, além de estar presente de forma mais esparsa no sudeste do país. Fora do Brasil, ela também é encontrada em partes da Argentina e do Paraguai.

Outras obras

Araucária​

óleo s/tela
80 x 60 cm, 2025

Araucária
80 x 60 cm, óleo s/tela, 2025

A pintura mostra um grupo de araucárias, árvores típicas da região sul do Brasil. Em primeiro plano, destaca-se uma araucária alta, com tronco longo e reto em tom marrom, que sustenta no topo uma copa arredondada formada por ramos horizontais e folhagem verde-escura. Ao fundo, aparecem outras araucárias menores, distribuídas entre áreas de vegetação densa em verde vibrante. O horizonte é composto por montanhas azuladas, parcialmente encobertas por nuvens brancas e macias. O céu é claro, em tons de azul suave, criando uma atmosfera serena e natural.
A araucária, também conhecida como “pinheiro do Paraná”, pode atingir impressionantes 50 metros de altura e medir até 8,5 metros de circunferência.
É apelidada de “fóssil vivo” porque os fósseis da espécie datam de aproximadamente 200 milhões de anos, do período Jurássico, quando coexistiam e serviam de alimento para os icônicos dinossauros gigantes.
Além de sua importância ambiental, a araucária possui grande valor social. O consumo de pinhão, a semente dessa árvore, remonta às primeiras populações indígenas do sul do Brasil, há pelo menos 4 mil anos, e até hoje faz parte da economia do país.
Infelizmente, mesmo tendo sobrevivido à extinção em massa, a araucária está atualmente classificada como “Criticamente em perigo” pela IUCN. Isso se deve ao desmatamento e à exploração indevida, e hoje restam apenas cerca de 4,3% da “Floresta com Araucária”, um ecossistema predominantemente formado por essas árvores, que faz parte da Mata Atlântica.
A araucária ocorre principalmente no sul do Brasil, no remanescente de Mata Atlântica conhecido como “Floresta com Araucária”, além de estar presente de forma mais esparsa no sudeste do país. Fora do Brasil, ela também é encontrada em partes da Argentina e do Paraguai.

Onça Pintada

ÓLEO S/TELA
80 x 60 cm, 2025

Onça Pintada
80 x 60 cm, óleo s/tela, 2025

A imagem é uma pintura colorida que retrata uma onça-pintada em primeiro plano. O animal ocupa quase toda a tela, voltado de frente, com olhar fixo e atento. Ela está sentada, com os dois braços esticados para frente, uma posição de relaxamento
comum entre os felinos. Sua pelagem é amarela e alaranjada, coberta por manchas pretas características da espécie. O fundo é lilás, com um grande círculo em tom rosa-claro no canto superior esquerdo. Dos dois lados da onça surgem galhos com
folhas em tom de magenta, que contrastam com o amarelo da pelagem. A cena combina o realismo do animal com elementos artísticos de cores vivas e contrastantes.
A onça pintada é um animal bastante forte e robusto, sendo o maior felino das américas e o terceiro maior do mundo, ficando atrás apenas do tigre e do seu parente mais próximo, o leão. Pode chegar a medir 2,50 metros da cabeça a ponta da cauda e
seu peso varia de acordo com seu habitat, sendo o pantanal brasileiro o lar das maiores onças, onde um macho já foi documentado pesando incríveis 148 kg.
Embora a cor mais comum seja o amarelo-dourado com pintas e rosetas pretas, a espécie também apresenta uma variação melanística, conhecida como pantera negra, que resulta em um animal de pelagem escura, quase preta, mas com as rosetas e
manchas ainda visíveis sob a pele.
Na América do Norte é encontrada apenas no México e desce pela América central passando pela Guatemala, Belize, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá, Chegando na floresta amazônica, onde se distribui pela América do Sul onde é
encontrada nas Guianas, Suriname, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Brasil, Bolívia, Paraguai e norte da Argentina. O Brasil é o país mais importante para a conservação da espécie pois abriga o maior número de Onças Pintadas, chegando a ser lar de 50% dos indivíduos da espécie que é classificada como Vulnerável pelo ICMBio.
As principais ameaças que a onça-pintada enfrenta são a fragmentação de habitat devido a expansão da agricultura e pecuária e caça em retaliação a predação de animais domésticos.

Gato Maracajá

óleo s/tela​
60 x 50 cm, 2025​

Gato Maracajá
50 x 60 cm,
óleo s/tela, 2025 

A imagem é uma pintura realista que retrata um gato-maracajá, felino de pequeno porte. O animal aparece de perfil, agachado sobre um galho grosso de árvore, em
posição de atenção, com o olhar fixo e penetrante. Sua pelagem é dourada, coberta por manchas pretas arredondadas e alongadas que se distribuem por todo o corpo e pela cauda espessa, também marcada por anéis escuros. As orelhas são pequenas e pontiagudas, voltadas para frente. O fundo da pintura é composto por um degradê de tons verdes e amarelos, sugerindo a mata ao entardecer, sem outros elementos em
destaque, o que valoriza a figura do felino.
O gato maracajá pode medir até 1,30 metro de comprimento da cabeça à ponta da cauda e ter o porte semelhante ao de um gato doméstico, pesando até 5 kg. O que os diferencia de outros felinos selvagens é o tamanho da cauda e dos olhos, que são acima da média entre felinos do mesmo porte.
Devido a grande flexibilidade presente nas articulações de suas patas traseiras, o gato-maracajá possui habilidades incríveis que os permitem viver a maior parte do tempo nas árvores, entre elas a capacidade de descer árvores de cabeça para baixo.
A distribuição geográfica da espécie é bastante ampla, estando presente no México, Guatemala, Belize, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Venezuela, Colômbia, Guianas, Suriname, Equador, Peru, Brasil, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Norte da Argentina.
Mesmo estando presente em quase toda América Central e do Sul, é  classificado como
Vulnerável pelo ICMBio devido a fragmentação das florestas que são o principal habitat do animal, atropelamento de fauna silvestre e caça ilegal. convida a pensar sobre quem somos, de onde viemos e como nossa relação com o meio ambiente e a cultura molda nossa existência.

Harpia

óleo s/tela​
50 x 50 cm, 2025​

Harpya
50 x 50 cm, óleo s/tela, 2025

A imagem mostra uma pintura realista de uma harpia, uma grande ave de rapina. O
enquadramento é um close do rosto e parte da asa esquerda da ave, destacando sua
expressão intensa e altiva. A harpia tem plumagem predominantemente cinza e branca,
com penas volumosas ao redor do pescoço e penas longas e escuras no alto da
cabeça, que lembra uma coroa erguida. O bico é grande, curvado e preto, e o olhar,
voltado para a direita, transmite força e vigilância. Ao fundo, o céu aparece em um tom
uniforme de azul claro.
Conhecida também como “Gavião real”, a harpia é a maior águia das Américas e uma
das maiores do mundo. A fêmea da espécie é maior que o macho, podendo atingir até
nove quilos, medir cerca de um metro de altura e ter uma envergadura de
aproximadamente dois metros.
Além do tamanho impressionante, a harpia possui garras enormes, que podem chegar a sete centímetros de comprimento, essenciais para capturar suas presas, como
preguiças, primatas e diversas outras espécies.
Infelizmente, a harpia enfrenta ameaças significativas, principalmente devido ao
desmatamento e à fragmentação de seu habitat. Classificada como vulnerável pelo ICMBio, ela depende das árvores mais altas para construir seus ninhos, o que torna a preservação das florestas uma prioridade vital para garantir a sobrevivência da
majestosa ave.
Na América do Norte a Harpia está presente apenas no Sul do México, já na América Central é encontrada na Guatemala, Belize, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. É encontrada em mais abundância nas florestas da América do Sul, estando presente na Colômbia, Venezuela, Guianas, Suriname, Peru, Bolívia, Equador, Brasil e no norte da Argentina.

Borboleta-Prepona-Azul

óleo s/tela​
60 x 50 cm, 2025​

Borboleta-prepona-azul
50 x 60 cm, óleo s/tela, 2025

A pintura retrata uma borboleta-prepona-azul pousada sobre uma pedra clara. Suas asas abertas exibem um azul intenso e brilhante, com bordas pretas decoradas por manchas em tons de marrom e laranja. O corpo é estreito, de coloração escura, com linhas discretas em tom marrom-amarelado. A pedra, em tons de cinza e branco, possui textura rugosa e ocupa grande parte da cena. Ao fundo, aparece uma faixa de vegetação verde desfocada, que representa a grama, reforçando a ideia de ambiente natural. O contraste entre o azul vibrante das asas e o fundo neutro da pedra faz da borboleta o centro da composição, transmitindo delicadeza e beleza.
A borboleta Prepona Azul pode atingir até 9 centímetros de envergadura, sendo uma espécie bastante rara. Após ter sido avistada apenas duas vezes no estado de São Paulo — nos anos de 1950 e 2000 — ela foi novamente registrada no estado em 2019, na reserva privada Legado das Águas, localizada na Mata Atlântica. Infelizmente, é classificada como “Vulnerável” pelo ICMBio.
Essa borboleta neotropical está presente em diversas regiões da América, sendo encontrada na América do Norte, especificamente no México; na América Central, em países como Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá; e na América do Sul, na Colômbia, Peru, Bolívia e Brasil.

Perereca-Pintada-do-Rio-Pomba

óleo s/tela​
50 x 50 cm, 2025​

Perereca-Pintada-do-Rio-Pomba
50 x 50 cm, óleo s/tela, 2025

A pintura possui fundo verde claro com uma superfície verde-musgo na diagonal, que se assemelha a um bambu. Sobre esta superfície, está apoiada uma perereca-pintada-do-rio-pomba. O animal possui a pele marrom-escura com manchas em tons de bege, formando um padrão bonito e intrincado. Seus olhos são grandes e possuem coloração laranja-avermelhado, o que torna o animal bastante expressivo. o conjunto de cores da pintura junto a forma do animal, que possui dedos grandes com pontas arredondadas, assemelhando-se à ventosas que o ajudam a se fixar em
superfície, dão a obra um ar irreverente e divertido.
Vivendo em uma área de tamanho semelhante ao Parque do Ibirapuera, localizada em uma propriedade privada em Cataguases, Minas Gerais, a
Perereca-pintada-do-rio-pomba, quando adulta, pode atingir até 8 centímetros de
comprimento e pesar aproximadamente 20 gramas. Apesar de exibir um padrão de listras bonitas e chamativas, a espécie não é venenosa.
Classificada como “Criticamente em perigo” pelo ICMBio, esse simpático anfíbio ganhou, em 2021, um espaço no Núcleo de Pesquisa e Conservação de Fauna Silvestre (Cecfau), também conhecido como “maternidade de animais silvestres”, ligado à
Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do estado de São Paulo. O
projeto foi iniciado com o objetivo de desenvolver uma população de indivíduos em
cativeiro, garantindo a sobrevivência da espécie caso ela seja extinta na natureza.
Inicialmente, trabalharam com 10 indivíduos, e, em 2024, esse número aumentou para 265, todos vivendo no Cecfau.
Além da Perereca-pintada, o Cecfau também atua na conservação de outras espécies ameaçadas de extinção, como o tamanduá-bandeira, a arara-azul-de-lear, o mico-preto, entre outros.

Sapo-Pingo-de-Ouro

óleo s/tela​
60 x 50 cm, 2025​

Sapo-pingo-de-ouro
50 x 60 cm, 
óleo s/tela, 2025

A imagem mostra uma pintura realista de um sapo-pingo-de-ouro, espécie de coloração laranja intensa, com pele rugosa e olhos grandes e pretos. Ele está pousado sobre uma pedra escura, em primeiro plano, enquanto ao fundo aparece um grande cogumelo posicionado na parte direita atrás do sapo. O cogumelo tem chapéu arredondado em tons de amarelo e laranja, coberto por pequenas manchas alaranjadas. O fundo da pintura é verde uniforme, sem detalhes, o que reforça o contraste entre o sapo e o cogumelo. A cena transmite a sensação de um momento silencioso e curioso em meio à natureza com encontro entre o animal e o fungo.
Sapo-pingo-de-ouro, sapo-pitanga e sapinho-da-montanha são alguns dos nomes populares dados à família de sapos minúsculos e vibrantes que contém mais de 30 espécies catalogadas atualmente. Das espécies já descritas, 3 possuem um brilho fluorescente ao serem expostos a luz ultravioleta, que eles enxergam, mas nós, não.
Medindo até 2 centímetros de comprimento, o sapinho presente na representação artística vive nas montanhas da Serra da Mantiqueira, cadeia montanhosa presente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e é classificado como vulnerável pela IUCN.
Devido a miniaturização, os sapinhos não possuem características comuns em outros sapos, como, por exemplo, não conseguem saltar muito longe, não podem ouvir o coaxar dos parceiros e tiveram uma redução no número de dedos, possuindo 2 e 3 nas patas dianteiras e traseiras, respectivamente.
Mesmo havendo outras espécies de pingos-de-ouro espalhadas em regiões montanhosas pela Mata Atlântica, algumas das espécies descritas encontram-se correndo risco de extinção devido às mudanças climáticas, desmatamento e pouco conhecimento sobre estes animais, tanto que ainda não se sabe se a cor vibrante presente em sua pele representa de fato algum perigo.

Tartaruga-de-Pente

óleo s/tela​
50 x 60 cm, 2025​

Tartaruga-de-pente
50 x 60 cm, óleo s/tela, 2025

A imagem é uma pintura realista que retrata uma tartaruga-de-pente nadando em um fundo azul intenso, que representa o mar. A tartaruga está posicionada de perfil, na diagonal, voltada para a direita. Sua carapaça é alongada e apresenta tons esverdeados e amarronzados, com áreas iluminadas em amarelo e azul. A nadadeira dianteira mais próxima do observador está estendida e ocupa grande parte da imagem; ela tem manchas geométricas em tons de marrom e dourado, lembrando o padrão de um casco. A cabeça da tartaruga aparece voltada para cima, com expressão serena, e exibe detalhes em marrom, bege e verde. O fundo azul liso, sem outros elementos, reforça a sensação de profundidade e tranquilidade do ambiente subaquático.
A tartaruga de pente, também conhecida como tartaruga legítima, pode atingir até 1,14 metro de comprimento e pesar aproximadamente 150 quilos. Sua boca, que se assemelha a um bico de gavião, permite que ela capture presas até mesmo em fendas de recifes de corais, alimentando-se de esponjas, pequenas lulas, anêmonas e camarões.
Ela é a tartaruga mais tropical, habitando os mares tropicais e subtropicais dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.
Infelizmente, devido à pesca predatória e à poluição marinha, essa espécie está classificada como “Criticamente em perigo” pela IUCN.
No Brasil, os principais locais de desova estão no litoral do Nordeste, com uma quantidade menor de ninhos no Espírito Santo.
A tartaruga-de-pente está entre as espécies monitoradas pelo Projeto TAMAR, fundado em 1980 com o objetivo de promover a recuperação das tartarugas marinhas.
Atualmente, além das tartarugas, o TAMAR também auxilia na preservação de outras espécies marinhas e no desenvolvimento socioeconômico de comunidades litorâneas nos convida a pensar sobre quem somos, de onde viemos e como nossa relação com o meio ambiente e a cultura molda nossa existência.

Jararaca de Murici

óleo s/tela​
50 x 50 cm, 2025​

Jararaca de murici
50 x 50 cm
óleo s/tela, 2025

A pintura retrata uma jararaca-de-murici em posição de descanso, com o corpo enrolado em espirais compactas. A serpente apresenta coloração em tons de marrom, bege e dourado, formando padrões geométricos de manchas triangulares e escamas bem marcadas. Sua cabeça está voltada para frente, em destaque, com olhos claros e pupilas verticais que transmitem alerta e intensidade. A cobra ocupa quase todo o quadro, repousando em folhagem seca em tons de marrom, amarelo e vermelho vibrante. A obra transmite tanto o realismo da pele escamosa quanto um caráter artístico pelas escolhas de cor e composição.
A jararaca de Murici, que vive exclusivamente em uma estação ecológica localizada em Murici, no remanescente de Mata Atlântica de Alagoas, mede entre 50 e 75 centímetros e apresenta de 13 a 14 marcas triangulares ao longo do corpo.
Infelizmente, a espécie enfrenta diversos desafios, como a expansão da agropecuária e o desmatamento, além do tráfico de animais silvestres. Para ajudar na proteção dessa serpente, câmeras foram instaladas na estação para melhorar a fiscalização, uma vez que ela já é classificada como “Criticamente em perigo” pela IUCN.
Embora muitas pessoas tenham medo delas, as serpentes desempenham um papel fundamental na natureza, atuando como controladoras de pragas. Além disso, a peçonha de algumas espécies, como a da jararaca, é a base para o desenvolvimento de medicamentos importantes, como o captopril, utilizado no tratamento da hipertensão.

Coruja Preta

óleo s/tela​
60 x 40 cm, 2025​

Coruja Preta
60 x 40 cm
óleo s/tela, 2025

A imagem mostra uma pintura realista de uma coruja-preta pousada em um galho. A ave está de frente, com o corpo voltado ligeiramente para a direita. Seu olhar é direto e penetrante, com grandes olhos redondos e escuros. O bico curto e curvado é amarelo vivo, assim como as garras que se prendem ao galho.
As penas da coruja são em tons de preto e cinza, formando faixas horizontais finas e regulares por todo o corpo. O fundo da pintura tem um degradê que vai do azul intenso, na parte inferior, ao preto, na parte superior, destacando a ave no centro da composição.
O galho em que a coruja se apoia é grosso e inclinado na diagonal, com textura de casca e pequenos traços esverdeados que sugerem musgo. A obra transmite uma sensação de serenidade e mistério, com a coruja observando atentamente, em contraste com o fundo escuro e o brilho suave das cores.
Considerada uma coruja de médio porte, pode medir aproximadamente quarenta centímetros e pesar entre trezentos e quinhentos gramas. É uma espécie noturna, o que dificulta os avistamentos. Alimenta-se predominantemente de insetos considerados “suculentos” como mariposas, gafanhotos, entre outros.
Embora tenha se adaptado a ambientes modificados pelo homem, como bananais, cafezais e até mesmo parques e praças urbanas, uma das subespécies de coruja preta, a Strix huhula albomarginata, endêmica da Mata Atlântica, é classificada como Vulnerável pelo ICMBio devido a fragmentação de habitat.
Uma das características que diferem as duas subespécies é uma barra branca na ponta das penas caudais da Strix huhula albomarginata.
A coruja preta ocorre na Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Brasil e norte da Argentina.

Orquídea de Jonche

Orquídea
óleo s/tela​
50 x 50 cm, 2025​

Orquídea de jonghe
50 x 50 cm
óleo s/tela, 2025

A pintura representa um fundo desfocado em tons de verde-escuro, marrom e preto, com um tronco de aparência rochosa na parte de baixo, no centro da tela há uma flor de orquídea de jonghe, de coloração rosa vibrante. O botão da flor, no centro das cinco pétalas, possui tons de amarelo, branco e rosa-escuro e se abre no que parece um leque na parte de baixo, o que dá uma aparência exótica à flor. No lado esquerdo da tela está a folhagem e talo da flor em tom de verde musgo.
As flores da orquídea de Jonghe podem variar de 7 a 16 centímetros de comprimento.
Assim como outras espécies de orquídeas, ela cresce em árvores e em rochas de penhascos, geralmente em altitudes entre 1300 e 1600 metros.
Classificada como “Em perigo” pelo ICMBio, essa flor é encontrada principalmente em áreas de altitude elevada em Minas Gerais, como a Serra do Brigadeiro, o Planalto de Diamantina e a Serra do Cipó. Além disso, ela já foi registrada no Espírito Santo.
A espécie enfrenta diversas ameaças, incluindo desmatamento, incêndios, coleta predatória e doenças causadas por fungos.

Exposição

Relíquias da Mata Atlântica​

Realização

Recursos para a realização desse projeto: PNAB – Política Nacional Aldir Blanc — Ministério da Cultura, Governo Federal. Município de Diadema (2025)

Relíquias da Mata Atlântica

Relíquias
da Mata Atlântica